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Por Olimpio Araujo Junior | Founder - GestordeMarketing

Nos últimos 10 anos o facebook criou um império a partir de uma rede social. Conquistou diversos mercados, comprou ferramentas, aplicativos e startups que pudessem manter sua hegemonia. Dezenas de redes sociais foram lançadas nesse período com a promessa de abalar as estruturas do gigante e tomar o seu lugar. As que não foram compradas, não passaram de alguns meses de investimento jogado fora. Até o Google se aventurou nesse território com o "G+", mas foi massacrado sem piedade. Mas agora as coisas podem começar a mudar.

O Youtube resolveu lançar sua própria versão de uma plataforma social, e pela primeira vez eu acredito que alguém pode ter poder para abalar o império de Mark Zuckerberg. 

Essa iniciativa do Youtube possivelmente é um resposta ao ataque do facebook que reduziu quase a zero o alcance orgânico de seus vídeos compartilhados pelos usuários para estimular que os mesmos fossem carregados diretamente no feed de notícias, evitando que o usuário saia da rede social e aumentando o tempo de acesso. 

youtube-communityA partir de agora, os criadores de vídeos do YouTube com mais de 10mil inscritos terão disponível uma nova forma de se comunicar com seu público. A plataforma criou uma aba que funciona como uma rede social, chamada "Community" (Comunidades), o que permite que a partir de agora os usuários possam postar conteúdos em forma de texto ou imagens de forma similar ao que acontece no feed de notícias do facebook, e seus seguidores podem comentar e interagir com a postagem. Essa iniciativa cria para os donos de canais uma independência do Facebook, gerando engajamento na própria plataforma. A função ainda está em fase de testes e só foi liberada para um número limitado de canais.

Ao contrário de outras redes sociais que foram criadas com o objetivo de competir com o facebook, o Youtube já está estabelecido, possui grandes canais, e seu público é muito engajado. Além disso, é de interesse dos produtores de conteúdo não apenas ter visibilidade orgânica ilimitada, sem filtros de algoritmos como no facebook, e ainda serem remunerados pelo seu conteúdo produzido, o que não acontece na rede social de Mark Zuckerberg.  

Outra alternativa que o Youtube está apostando para concorrer com o facebook são os antigos Hangouts, que estão sendo melhorados para concorrer com o facebook live e passaram a ser chamados apenas de "transmissão ao vivo".

Com a queda do alcance orgânico do facebook e a popularização cada vez maior do uso de vídeos, aliado ao descontentamento cada vez maior dos usuários com a plataforma e somado ao poder do Youtube, que é mais um produto da "família Google", acredito que desta vez Mark Zuckerberg precisa ficar preocupado.

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